
Gosto de seguir este evento africano. Por algumas razões: pela componente competitiva entre paises relativamente novos, pela curiosidade de ver outros jogadores e formas de jogar. Sou ajudado, e muito, pelo espectacular acompanhamento do canal europeu de desporto, a Eurosport. O campeonato é acompanhado com transmissões de todos os jogos, com bons comentadores portugueses e a promoção realizada por eles dá ainda mais espirito e espectacularidade à prova.
Falando das quatro linhas em concreto, posso dizer que tenho vindo a ver alguns dos jogos com atenção. Vi as equipas com mais jogadores reconhecidos, como são os casos da Costa do Marfim (Drogba, Kalou,...), Camarões (Eto'o, Geremi e o nosso conhecido Bynia), Nigéria (Martins, Kanu,...) e Marrocos (Tarik, Hadji...). De todas elas, juntamente com Mali, com Kanouté, Egipto e outras, posso dizer que realmente o facto de os jogadores actuarem na Europa lhes tráz um sentido de táctica e posicionamento que ajuda a tornar os jogos mais interessantes para quem os vê. Porque a irreverência, a vontade, a velocidade, força fisica e espontaniedade dos africanos é natural.

Bynia, do Benfica e dos Camarões, jogou no meio-campo no jogo de estreia (derrota de 2-4 com Egipto). Rodou bem a bola mas pareceu-me, como aliás toda a equipa, pouco audaz nos passes para a frente. Em relação a Tarik, do Porto, vi-o no primeiro jogo e esteve muito bem, com vontade e criatividade ainda teve oportunidade de marcar um golo de penalidade e de assistir em outro (vitória de 5-1). Marc Zoro do Benfica, não o vi jogar mas também penso que ainda não entrou em nenhum dos 2 jogos.
De destacar também um jogador que descobri quando estava a ver o Benin-Costa do Marfim (1-4). Trata-se de Tchomogo e joga no Portimonense da segunda liga portuguesa. Pelos vistos é um jogador muito querido na claque do Benin. Actua como nº10 e é o marcador de livres da equipa.
Gostava ainda de destacar que o Egipto, que eu não conheço bem, é uma das quipas fortes desta prova e muito provavelmente uma das grandes candidatas à vitória final. Assim como os antigos vencedores da CAN, o Gana de Essien, que este ano tem o factor casa que pode ser decisivo. Para já, o Egipto ganhou 4-2 aos Camarões e 3-0 ao Sudão e o Gana, também com duas vitórias, venceu a Guiné por 2-1 e a Namibia por 1-0. Ver classificação actual da prova aqui: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=1801&fase=13403&grupo=783
Por último as claques fantásticas das selecções africanas. É vê-las a dançar, a cantar, a tocar num ritmo empolgante e produzindo coreografias coloridas e tropicais que sem dúvida são um dos grandes atractivos desta CAN.