
Mas neste caso sei porquê.
Vejo fútebol desde os meus 10 anos e com mais atenção desde os meus 12 - 14 anos. Vi os mundiais de Itália 90 e dos EUA 94 com a Argentina ainda de Maradona. Em 92 sei que houve uma sensação no Europeu, a Dinamarca de Laudrup. Não me lembro bem desse europeu mas sei que ainda se falava de uma laranja que tinha feito história nas décadas de 70 e 80 com finais atingidas nos mundiais de 1974 e 1978 e a conquista do europeu de 1988.
O Euro 96 foi a primeira grande competição internacional que eu segui com atenção. A Holanda ficou-se pelos quartos de finais mas artistas como Seedorf, Kluivert e Bergkamp já pintavam o campo.
Chegámos enfim ao Mundial de 98 em França. Foi aí que definitamente vi o que era a escola holandesa a jogar. A equipa era treinada por Guus Hiddink, treinador com prestigio e grande historial à frente de clubes holandeses e selecções por todo o mundo. A equipa jogava espectacularmente o fútebol total, tipica abordagem holandesa. A bola circulava pelo campo todo, desde Van der Saar, Frank de Boer (central técnico e elegante), Seedorf, Davids (rápidos e precisos) até ao lugar onde tudo se decide, estando Kluivert e Bergkamp para terminar lances com o objectivo do golo. Quem não se lembra daqueles quartos de final com a Argentina, jogo maravilhosamente bem jogado, um regalo para apreciar. Ganharam os holandeses por 2-1. Os golos estiveram à altura, com bons golos produzidos por Kluivert, Cláudio López e Bergkamp (especialmente este, um dos melhores de sempre).

A Holanda viria a cair na semi-final com o Brasil, mas só nos penaltis, e com escrete que era uma equipa composta de sambistas e carregadores de orquestra mas que neste mundial pouco entusiasmaram as suas plateias...
(continua...)
1 comentário:
a do "grande salão" tá boa!
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