quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Portugal vs Dinamarca: Emoções Até ao Último Segundo

Ontem foi dia de Selecção Nacional. Tive o prazer de ir com mais 2 amigos ao Estádio José de Alvalade e, pena o resultado…, não me arrependi. Chegámos praticamente à hora do jogo e deparámo-nos com outras inúmeras pessoas que assim também o fizeram. Resultado: a passo de caracol lá fomos entrando pelos apertados cordões policiais que ali estavam para assegurar a ordem. Alguns minutos depois, estávamos no 2º anel do Estádio, sentados numa das laterais com magnifica vista para o relvado e para o espectáculo por toda a bancada. É que, passado pouco tempo já fazíamos parte da famosa onda proveniente do México. A excitação e alegria eram contagiantes.

No relvado os acontecimentos começaram mornos. A equipa portuguesa começou o jogo sem arriscar muito, sem grande mobilidade. Com o habitual (desde Scolari) 4-3-3 Queiroz continuou a apostar em Hugo Almeida como ponta de lança e no meio trouxe Maniche para alternar com Deco a transição defesa-ataque. A lateral esquerdo Paulo Ferreira trouxe com certeza mais experiência e capacidade defensiva. A equipa da Dinamarca veio jogar de forma profissional, bem posicionada por todo o campo e tentando usar o instinto de Tomasson e Bendtner na frente e a criatividade de Rommedhal e Lovenkrands nas alas.

Queiroz alertou para a necessidade de maior posse e circulação de bola e incremento de velocidade nas transições. Penso que a equipa nacional esteve bem neste segundo aspecto mas pecou por alguma gestão no meio campo, faltando guardar e esconder a bola mais vezes. Gostei de ver Deco a deslumbrar e dos nossos
alas/extremos, Nani, Simão e Danny.


Quem não marca sofre. Esta frase é daquelas máximas no futebol e na noite de ontem ela não poderia ser melhor aplicada. É que podemos falar da capacidade táctica e técnica da Dinamarca mas ninguém achava que nós não nos superiorizássemos a ela, principalmente em nossa casa. Mas apesar de sermos quase sempre melhores não soubemos e não tivemos a sorte de marcar golos quando tivemos oportunidades para isso e no fim as bolas paradas e os deuses não quiseram nada connosco porque perdemos o jogo já em períodos de descontos… Mas, caros leitores, e utilizando outra máxima aqui aplicável, é futebol.

Como disse aos meus amigos no final, agora temos de ir ganhar à Dinamarca. Penso que um dos nossos fortes é o querer e nós portugueses já demonstrámos que conseguimos focarmo-nos e unirmo-nos para atingir objectivos. Enfim, adorei ver a Selecção jogar em nossa casa e viver o espírito de festa que se viveu. O resto é desporto e por isso mesmo, permite que lutemos por resultados melhores.



Exemplo de uma circulação de bola a atacar neste jogo



Penalty marcado por Deco


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Chapéus Há Muitos, Milagres É Que não!


Para Portugal se apurar para o play-off do Campeonato da Europa de Sub-21, era preciso qualquer coisa como dez (!!) milagres - isto é, uma vez mais, dependíamos de [muitos]outros - sendo que, apenas um deles envolvia a nossa Selecção: a equipa das Quinas precisava de ganhar e, de preferência, com uma goleada.

Pois bem, Portugal escorregou e ficou de fora (cometendo a proeza de ficar atrás de equipas poderosíssimas, tais como: Israel, Bielorússia e Dinamarca). Mas porquê?, pergunta o amigo leitor - apesar de já saber a resposta, mas disposto a entrar no meu jogo - porque se fiou na Virgem. Habituados ao Fado de terem como símbolos maiores Eusébio e Nossa Senhora de Fátima, Portugal fiou-se na Virgem mas, desta vez nem sequer a Nossa Senhora do Caravaggio - com quem outrora tivemos uma cunha - nos valeu.


Um elemento da FPF lamentava a pouca procura de ingressos para o jogo, em Alvalade, entre a Selecção de Portugal e a sua congénere da Dinamarca, encontro de apuramento para o Mundial de 2010. Então mas eles estavam à espera do quê? E que tal contextualizarem o preço dos bilhetes com a economia nacional? E que tal aprenderem com os erros, nomeadamente no jogo dos Sub-21 no dia anterior? De facto, para quem precisava de ganhar, é um erro enorme da parte da FPF, esquecerem-se de convocar o "12º jogador". E se fosse preciso fazer substituições?
Bilhetes a 15 euros, num dia de semana e ainda por cima à tarde, não lembra a ninguém! Excepto a eles.


Se um dos estatutos da FPF for realmente "propagar, estimular e regulamentar a prática do futebol em Portugal", o Chuto deixa aqui algumas sugestões para honrarem esse estatuto e, ao mesmo tempo, encher o estádio de apoio...como...como uma força que ninguém pode parar:
Sugestão I: reduzir o preço dos bilhetes (esta é fácil; como é que eles ainda não se lembraram?);
sugestão II: distribuir bilhetes por Associações de Solidariedade Social (assim, ainda podem ir buscar algum "pilim" às finanças);
sugestão III: distribuir bilhetes por escolas e ATL (querem melhor propaganda/estímulo que este?).


Para terminar, uma nota sobre Yannick Djaló: desde o final da época anterior que tem tido uma ascensão enorme, e sem dúvida alguma merece ser opção no [banco]da principal equipa das Quinas...mas, será que não foi cedo demais? Isto é, será que não teria sido mais vantajoso para Portugal, que ele tivesse jogado pelos Sub-21 nesta dupla-e-crucial-jornada?
Eu não quero acreditar, como já ouvi por aí nos corredores, que Yannick é uma espécie de arma de destruição maciça na alegada guerra entre Carlos Queiroz e Rui Caçador. Boatos! Uma coisa é certa, Caçador é um "vassalo" da FPF e não de Queiroz.

domingo, 7 de setembro de 2008

Selecção Nacional

Estou a escrever esta crónica e já sei que a nossa Selecção Nacional ganhou por 4-0 à equipa de Malta naquele que foi o primeiro jogo a contar para a qualificação para o Mundial de Futebol na África do Sul. Não vi o jogo mas pelo que me apercebi não tivemos grandes dificuldades em vencer apesar de só termos marcado o segundo golo na segunda parte. Carlos Queiroz obteve assim a sua segunda vitória à frente da Selecção, o que ainda diz muito pouco se tivermos em conta os nomes dos adversários com os quais nos batemos: Ilhas Faroe e Malta.

O que eu gostava de realçar neste momento são os indícios do que mudou para já nesta nova fase da equipa das quinas. Olhando para a lista de jogadores convocados vemos lá os óbvios e consensuais (Carvalho, Pepe, Bosingwa, Deco, Nani, Simão, etc.), os que nos trazem novas esperanças para a renovação e enriquecimento de certos sectores e posições na equipa (Antunes, Yannick, Pedro Mendes). E finalmente Quim, sim, porque esta alteração na baliza também diz muito acerca da filosofia que vai guiar as convocatórias daqui para a frente.

Como adepto de futebol e português gosto de ver os jogadores em melhor forma a serem chamados à equipa nacional. Carlos Queiroz deu essa ideia logo numa das suas primeiras conferências de imprensa ao falar em forma, atitude e mérito como factores principais para escolher jogadores. Aliás, o ex-Manchester United disse ainda que 80% do sucesso numa selecção está na escolha dos jogadores, de acordo com os factores anteriormente referidos e com as próprias características dos próximos jogos da equipa.

Carlos Queiroz trabalhou os últimos anos em Inglaterra, num campeonato em que, independentemente dos enormes interesses monetários, o que está acima de tudo é a atitude desportiva, a espectacularidade da técnica, a intensidade e ritmo do jogo, quem marca os golos mais surpreendentes. Assim não é de espantar quando Queiroz fala no jogo bonito e na vontade de finalmente por os nossos magos da relva a jogar e a encantar as bancadas. Porque o futebol afinal ainda é para nos entusiasmar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dove Può Giocare?

Esta semana podia escrever sobre o 'Senhor-Quarenta-Milhões-Menos-Um-Euro', que afinal não é mais que o 'Senhor-Quase-Dezanove-Milhões-Mais-Pelé', mas não vou entrar por aí. Vamos debater outros assuntos.

Podia eventualmente escrever sobre o clássico Benfica-Porto e a obsessão da maioria dos jornalistas em criticar o Benfica por não ter tido argumentos para vencer o Porto quando, na verdade, até à expulsão do Katsouranis, o Benfica tinha um maior caudal ofensivo, quer em nº de ataques, quer no nº de remates efectuados. Nem tão pouco vou argumentar que os 54% finais de posse de bola é muito pouco para quem esteve a jogar em superioridade numérica - se julga que me apanha a sugerir que os jornalistas deveriam era estar boquiabertos por o Porto,esse sim, não ter conseguido vencer o jogo, está muito enganado. Por mais palavras que me ponham na boca, ou teclas sob os dedos, hoje não vou acusar o Jesualdo de, sempre que joga com alguma equipa grande, inventar um novo 11 e por norma, mais defensivo. Isso é que era bom! Hoje vamos falar de... outras coisas.

Não! Não me peçam para falar desse estranho sub-mundo dos sumaríssimos, porque hoje não estou para aí virado. Claro que o Luisão merece ser punido, isso posso-vos dizer. Mas não me peçam para questionar porque razão é que apenas os atletas do Benfica sofrem com tais processos!!! Se eles têm a lata de sancionar 2 atletas do mesmo clube, só porque estavam a ter uma espécie de desaguisado, era eu que ia agora falar nisso, não?! Nem pensar.

Hoje o assunto não é daqueles que fede, antes pelo contrário; é mais uma daquelas pérolas que só mesmo o José para se lembrar delas.
Aquando da apresentação do 'Senhor-Quase-Dezanove-Milhões-Mais-Pelé', Mourinho foi claro:" Dove può giocare? Può giocare ala destra, ala sinistra, può giocare nel 4-4-2, può giocare nel 4-3-3, può giocare in panchina e in tribuna". Trata-se de um jogador versátil, portanto.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Resultados da Sondagem

Em resposta ao resultado da sondagem intitulada "Deco crescerá ainda mais como jogador em Inglaterra?", os resultados foram os seguintes:

Sim - 100%
Não - 0%

Obrigado pelos votos. Outra pergunta se seguirá brevemente.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Época 2008-2009


Para o bem da malta, a época 2008-2009 já começou. E começou praticamente da mesma maneira que acabou a época 2007-2008: repleta de afirmações polémicas, descabidas e de alguns resultados cliché. Senão vejamos:

No Sporting, Paulo Bento, ainda antes da 1ª jornada começar,resolveu apontar o dedo à arbitragem nacional e exigir um bom trabalho ao longo da época. No final do jogo, já com cara de poucos amigos reforçava essa mesma ideia: "Sobre a expulsão poderei dar o benefício da dúvida ao árbitro, mas que é fora da área não tenho dúvidas. O que disse ontem, tenho hoje ainda mais segurança e convicção. Alguns disseram que fui um mau exemplo, mas alertei para o que aí vinha".
Por falar em 'maus exemplos', há muito que se debate o papel da televisão e dos vídeo-jogos como forma de veículo da violência entre os jovens. Ou seja, esta onda de assaltos que assombra Portugal é em grande parte culpa dos filmes/vídeo-jogos onde os jovens buscam inspiração e conhecimento-de-facto. Os argumentistas contrapõem estes argumentos pois um filme não é mais que um reflexo da realidade: a violência já existia antes de ser retratada no pequeno écran.
Dúvida: será que Paulo Bento poderá ser o responsável pelos alegados erros de arbitragem? Quem é que o mandou pôr macaquinhos na cabeça do sr. árbitro?

No Porto, e ainda na senda dos 'maus-exemplos', Jesualdo Ferreira saiu em defesa de Bruno Alves (o homem não faz mal a uma mosca e precisa de um idoso para o defender é o que se deve ler nas entrelinhas). Para Jesualdo "o Bruno Alves sofre mais faltas do que faz." Dúvida: então mas porque razão é muitas vezes acusado de ser um jogador agressivo? Responde Jesualdo:"Num salto vertical, um indivíduo com a compleição física dele, terá de tocar nos adversários. E os adversários já perceberam que o melhor a fazer nesses lances será saltar pouco. Nunca vi o Bruno Alves dar uma cotovelada a ninguém, nunca vi o Bruno Alves dar um pontapé em ninguém. É um atleta leal e um atleta muito forte."
Só não vê, quem não quer! Basta ir ao You Tube e escrever "Bruno Alves". O 1º vídeo que aparece - " Técnicas de Defesa" - (http://br.youtube.com/watch?v=vd4bq9VdszY) é bastante elucidativo: o homem pisa, esfola, amassa, crava, pontapeia, empurra, cabeceia mas, de facto, não deu nenhuma cotovelada!

No Benfica, apesar do empate inaugural , Quique Flores foi acarinhado com os aplausos dos cerca de 1100 adeptos no presenciaram o treino de ontem. Claro que os comentadores mais histéricos irão apontar as inúmeras contratações feitas por Rui Costa - apenas mais uma que o FCP fez no defeso!-para justificar o desaire.
Se eu tivesse estado no centro de estágio, também aplaudiria. Quique Flores já mostrou mais trabalho nesta pré-época, que Fernando Santos em todo o seu reinado. E este apenas foi despedido 1 época e 1 jornada depois de ter sido contratado. Conclusão: se depois de 2 épocas e 1 jornada (ou seja depois da 1ª jornada da época 2010-2011) ainda não se notar o trabalho de Quique, então podem despedi-lo. Portanto, caros comentadores mais histéricos: aguardem mais um pouco(sensivelmente 2 épocas), Quique já provou que merece mais tempo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Luís Sobral


Luís Sobral, na nova rubrica do sítio maisfutebol.iol.pt -apresentação de todos os plantéis da Liga e respectiva análise - ficou encarregue de interpretar o Benfica. E, como não podia deixar de ser, começou mal : 'O Benfica repete alegre a aventura das mais recentes temporadas: construir uma equipa'. Esta ideia de que o Benfica todos os anos compra e vende um batalhão de jogadores não é de todo correcta. É certo que têm havido muitas contratações nos últimos anos (fruto da incapacidade de Luís Filipe Vieira em perceber o mundo do futebol-comprar o Stretanovic depois de ter visto um DVD com os seus melhores momentos, não lembra a ninguém, especialmente se existir um director desportivo no clube!-mas, principalmente devido às sucessivas mudanças no comando técnico). Mas, que diacho, o FC Porto apenas contratou menos um jogador que o Glorioso no defeso! E o FC Porto não ficou em 4º lugar, não mudou a equipa técnica e nem tem o LFV como presidente! Haja coerência! Só faltava anunciarem que o último reforço deste Benfica em construção é precisamente Bob o Construtor!


Luís Sobral continua o seu raciocínio(?) e, aquando da análise do meio campo lança a seguinte provocação 'Carlos Martins é a incógnita: será desta?' Ó meu caro Luís Sobral, toda a gente já viu que é desta!Viu quem acompanhou os treinos do Benfica - sim, porque nestas coisas não basta ler nos jornais ou ver os jogos na TV, é preciso acompanhar in loco - viu o Carlos Queirós - que belo jogo -e portanto só não viu quem não quis: Carlos Martins é um homem diferente: o potencial é o mesmo que já conhecíamos dos tempos do Sporting, mas está muito mais polido em termos tácticos e tem sido um dos elementos mais preponderantes da pré-época encarnada (foi, por ex., o único jogador que foi titular em todos os jogos de preparação).


Amigo leitor, é melhor sentar-se. Estou prestes a partilhar consigo a conclusão à qual Luís Sobral chegou...preparado? Aqui vai (depois não diga que eu não avisei): ' o Benfica só vencerá o campeonato se este projecto de construção for excepcionalmente feliz (nada de lesões em jogadores-chave , castigos prolongados ou erros graves em clássicos) e/ou os adversários entrarem em crises inesperadas'!!! Ou seja, trocando isto por miúdos, SCP e FCP podem estar descansados porque, caso tenham a infelicidade de passar por estas situações, podem calmamente ser campeões, só o SLB é que não.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Peixe fora de Água


Para o amigo leitor que todas as semanas procura a minha coluna de futobolês neste espaço, tenho uma palavra: Calma...voltei. Se calhar tenho mais que uma palavra, o que faz todo o sentido já que, todas as palavras desta coluna são para si, amigo leitor.


A semana passada não pude dar seguimento a esta nossa 'conversa de café' , porque andei a viajar: Parti do acampamento-base, na Amora, fui até Montemor-o-Novo no Alentejo e nesse mesmo dia estava de volta ao acampamento-base. No dia seguinte 'zarpei' para Montalegre. Lá fiquei por 5 dias e, depois de uma breve passagem por Ourense(Espanha),fui atracar nas Claras. No dia seguinte segui para Castanheira de Pêra onde pernoitei 2 noites, para finalmente regressar à casa de partida.


A propósito de andar por terrenos que não são os meus, gostaria de analisar o novo meio-campo do Benfica. A generalidade da crítica desportiva portuguesa, apesar de concordar que Yebda tem como mais valia físico e qualidades técnicas acima da média - com excepção de Luís Sobral que põe em causa as qualidades técnicas do jogador - discorda-quanto mais não seja,comigo- quanto à sua disponibilidade para jogar na posição 6. De facto, parece-me que a essência do meio-campo encarnado será a mobilidade de ambos os médios-centro.


Se analisarmos as transições de bola, reparamos que muitas das vezes é Carlos Martins quem desce no terreno para poder pautar o jogo, ao mesmo tempo que Yebda sobe. Desta forma acabam-se clichés de épocas anteriores do tipo a posição 6 ser sempre a 1ªreferência do meio-campo e muitas das vezes lateralizar o jogo para a posição 8. Ora, estas situações resultavam num jogo mastigado, enfadonho em que o nº6 ia buscar a bola, corria 1 ou 2 metros para depois passar para o lado (posição 8). E se pensarmos que Petit só na 3ª época de águia ao peito é que dominava-por completo- a arte de sair a jogar com a bola, é fácil de concluir que este é um filme que não queremos voltar a ver!


Outro que na boca da comunicação é um peixe fora de água é o Pablito.Quanto a mim, não passa de uma estratégia 'Quiqueniana' para proteger o jogador. É sabido que Aimar vem de uma época muito má em termos físicos, com 2 lesões arreliadoras.O próprio jogador parece preferir jogar quase ao 1º toque e apenas de quando a quando, recuar um pouco no terreno pois não se sente com forças para estar 90' a partir a loiça toda-ou até para estar constantemente a ser abalroado! Inclusive, disse hoje à comunicação social que se sente muito bem a jogar na frente, onde aliás jogou nas 2 últimas épocas. Conclusão, por mais tinta que corra, julgo que só a partir da 6ª/7ª jornada é que Quique poderá encaixar Aimar mais próximo do centro do terreno.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Encanto dos Equipamentos


Sou um aficionado da estética e da beleza. Para além de uma boa jogada, de um bonito passe ou de um magnífico golo, gosto também de seguir a febre dos novos equipamentos de futebol. Lembro-me de na década de 90 os clubes portugueses e também estrangeiros usarem o mesmo modelo de camisola duas ou mais épocas seguidas. Apenas mudavam pormenores, não suficientes para despertar em mim o encanto de um novo design. Hoje em dia é diferente, as marcas como a Nike, a Adidas, a Puma e outras mudam quase sempre de estilo época após época. Isso deixa-me ainda mais contente.


Dos últimos 20 anos destaco em Portugal os equipamentos da Hummel do Benfica e alguns modelos produzidos pela Adidas para o mesmo clube. No Sporting destaco as épocas em que jogavam Luizinho, Silas ou Cadete. Foi no inicio dos anos 90 e os leões usavam um lindíssimo “jersey” da Umbro, marca aliás discreta mas bastante coerente na minha opinião. Também gostei muito do “kit” centenário e do primeiro Reebok que os verde-brancos usaram. Quanto ao Porto, obviamente que a marca Nike deixou aos dragões, símbolos de sucesso em Portugal e Europa nas últimas décadas, uma atitude bastante moderna e desportiva. Confesso que a marca americana é a minha preferida. É inovadora e muito criativa, os materiais são simples e leves e o desenho é praticamente sempre fluido e brilhante.

A nível internacional a Nike é fantástica. Gosto muito da parceria da marca com a selecção da Holanda, com invocações históricas e pormenores de beleza. A actual camisola de Portugal também é muito bonita. O Barça é outro exemplo de bom trabalho. Assim como a Juventus, o Inter, o Manchester United, O Aston Villa, o Celtic, o PSV Eindhoven, etc. Estes são alguns dos que gosto mais.
Desde os clássicos e largos de antigamente, dos equipamentos curtos dos anos 70, da diversidade actual, é com grande satisfação que falo aqui de um aspecto que no fundo abrilhanta ainda mais o jogo bonito!

Para quem gosta e se deleita com este aspecto deste desporto, deixo aqui um dos vários sites em que podem confirmar as camisolas da nova época dos clubes mais conhecidos: http://www.fanfootball.co.uk/football-kits/


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Aimar - Velocidade e Arte

O leitor que já me conhece um pouco sabe que eu gosto bastante de futebol. Costumo apreciar especialmente certa filosofia de jogo. Uma atitude que se encontra no futebol de ataque, no futebol jogado em todo a largura do campo, no futebol com elegância. De entre alguns representantes dessa mentalidade encontro por exemplo a Argentina nas selecções e por exemplo o Real Madrid nos clubes. Poderia nomear muitas mais equipas mas neste caso quero precisamente falar dos argentinos, dos jogadores inteligentes e elegantes. Não que todos os alvi-celestes o sejam mas olhando para traz lembro-me logo de vários jogadores e equipas que sobressaíram nessa forma de jogar. Falo de Fernando Redondo, de Esteban Cambiasso, das selecções de Bielsa ou de Pekerman.

Neste defeso senti uma dupla emoção ao ver chegar ao nosso pequeno futebol, e digo pequeno quando falo da dimensão da nossa liga, um dos jogadores que mais gostei de ver jogar nos últimos anos. Falo de Pablo Aimar. Uma dupla emoção porque sabe-me bem ver jogadores com este nível a chegarem ao nosso campeonato e por outro lado gostaria mais de o ter visto chegar ao meu Sporting.

Pablo Aimar tem uma forma de jogar que me entusiasma. É rápido a antecipar a próxima jogada e também a executar o próximo movimento. Além disso tem uma atitude dentro e fora do relvado, que pelo que me já foi dado a conhecer, é bastante positiva e desportiva. Vê-se isso quando chega a Lisboa e diz que o que tem em mente é “disfrutar el juego” ou quando o vemos focado apenas e só no jogo de equipa quando está em campo.

A nível europeu e fazendo uma retrospectiva penso que os tempos em que jogou no Valência foram os mais entusiasmantes. Lembro-me de ele dar um grande colorido a uma equipa que tem como cores oficiais o preto e o branco. Jogava no meio e avançava para a frente como uma fluidez surpreendente. O Valência jogava com os célebres Mendieta, Albelda, Baraja e Aimar entendia-se com eles às mil maravilhas. Iniciava jogadas, confundia marcações, tabelava e driblava e como se não bastasse marcava golos, alguns deles com marca de verdadeiro artista estético.

Pablo Aimar não é um jogador de pautar o jogo ou de pausá-lo reorganizando assim as peças em campo. Como é Riquelme ou era Rui Costa. Aimar é, na minha opinião, alguém que imprime velocidade e precisão ao último terço de uma táctica. E não são muitos os jogadores que além de construírem, oferecem velocidade e precisão. Assim, penso que não é mal pensado colocá-lo na frente, como o seu actual treinador Quique Flores faz no Benfica. Penso que apenas precisa de envolvimento à sua volta, alguém que corresponda ao seu ritmo e saiba ler a sua forma de jogar. Não de olhos fechados mas de olhos bem abertos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Os Árbitros Devem Estar Loucos


Tendo em conta a qualidade da arbitragem portuguesa, é caso para dizer que os árbitros apitam de olhos fechados. Quando chega a hora da verdade, o 'senhor doutor juiz' não precisa de ver o que aconteceu, mas sim saber quais os intervenientes na jogada: se envolver um jogador que gosta de ter a bola no pé, o mais certo é ele ter-se atirado ao chão, se por outro lado envolver um jogador duro e viril, o mais certo é ser ele o faltoso.
Ontem, no jogo V. de Guimarães vs. S. L. Benfica, assistimos a estas duas situações. Gilles Augustin Binya foi rotulado de um jogador agressivo e por isso, tudo o que ele faz é visto com esse filtro. Pablo Aimar é um artista capaz de iludir o adversário. Como tal, não podemos confiar nele e todas as suas acções são analisadas sob um filtro de desconfiança.
Ontem, foi assinalada uma falta contra o S. L. Benfica porque o árbitro 'sentiu ao de leve' o braço de Bynia nas costas do atacante vitoriano. Pouco depois, nada foi assinalado quando o árbitro não viu uma entrada do tipo 'joelho vs. coxa' sofrida por Aimar. Como aliás não viu muitas outras que este sofreu durante o jogo, algumas delas consecutivas.
Independentemente da qualidade da arbitragem, os jogadores são sempre analisados de acordo com a sua 'bagagem cultural' e mesmo quando se reformam, essa ideia permanece: aposto que quando os jogadores estão a vestir o fato- de alta costura-oficial da selecção, fazem piadas às 'gravatas' que Jorge Costa costuma fazer para parar os adversários,quando já não tinha pernas para os acompanhar;Da mesma maneira que aposto que o comité olímpico de Portugal reservou um lugar para João Vieira Pinto,junto aos 'saltadores para a piscina'.

PS- Por vezes julgo que o intercomunicador utilizado pelas equipas de arbitragem não serve para comunicar, mas sim para ouvir o relato do jogo. Os comentários incongruentes e repetidos até à exaustão por parte dos letrados em futobolês poderão, portanto, estar na origem da fraca qualidade dos árbitros, já que provocam enxaquecas. Mas isso é um assunto para ser desenvolvido noutra terça-feira.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Jogar em Curto Espaço ou em Longo Espaço no Campo?

Jogar num curto espaço ou jogar num longo espaço, que vantagens e desvantagens? Para responder a esta questão começo primeiro por definir ideias. Para mim jogar num curto espaço é sinónimo de controlo de bola, nomeadamente em determinadas zonas do campo. Quando vejo as equipas jogarem curto vejo necessariamente um bom grupo de jogadores que têm especial relação com a bola. Veja-se por exemplo o último meio campo da selecção da Espanha, no qual Senna, Xavi, Iniesta e Silva controlavam praticamente todos os locais de passagem da bola. Lembrem-se também, ainda num plano internacional, do Chelsea de Mourinho (Makelélé, Lampard, Essien e Mikel) ou num plano nacional do Sporting de Peseiro (Custódio, Rochembak, Moutinho e Barbosa). Quando executado assim o jogo pode tornar-se num pequeno carrosel, indo para cá e para lá, criando divertimento mas perdendo em expansão por todo o campo.

Pelo contrário, ao pensar em jogo num longo espaço, idealizo não uma situação em que a bola é depositada para a frente de qualquer maneira, mas sim num tipo de técnica em que o passe é executado muitas vezes de forma directa mas de uma forma precisa e doseada. Vejo por exemplo equipas como o Arsenal de Wenger ou a selecção da Holanda a praticarem este tipo de jogo. Também com o propósito de controlar a posse de bola, tal e qual o jogo curto, o jogo alargado é mais arriscado porque os jogadores se distanciam mais no campo, aumentando assim o risco de perderem a bola, por exemplo, na recepção da mesma. Na minha opinião, quando bem executado, é mais bonito porque se utiliza mais espaço no rectângulo de jogo e assim o efei to estético é maior e, melhor.

Penso que uma equipa é inteligente quando joga perto entre si. Assim, munida obviamente de jogadores razoavelmente bons tecnicamente, ela pode esconder mais a bola do seu adversário e assim ganhar confiança para atacar. Quando uma tranquilidade se instala na mentalidade colectiva penso que é também inteligente começar a jogar mais expandido usando mais o espaço total de um campo de futebol. Penso que é o que os adeptos preferem. Quem não fica alegre com uma transição de flanco a partir de um passe longo (lembrem-se de Rui Costa) ou um carrosel de futebol que parte do lado defesa esquerdo e termina no extremo direito? Isto tudo, usando todos os metros de um campo de futebol, ou seja cerca de 100 metros por cerca de 60 metros.