segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

As Equipas Portuguesas nas Competições Europeias

Nesta semana que passou, tivemos a conclusão dos dezasseis-avos de final da Taça UEFA e a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Vi alguns jogos, a começar pelas equipas portuguesas. O Sporting foi claramente superior ao Basileia. O Benfica apanhou um valente susto com o Nuremberga. Agora calhou-lhes em sorte, respectivamente, o Bolton de Inglaterra e o Getafe de Espanha. Penso que são ambas de campeonatos bem superiores ao nosso e é nesse sentido que têm que ser tomadas algumas precauções, ou seja, o ritmo de jogo de ingleses e espanhóis será intenso.

Em relação às características destas equipas, conheço um pouco o Bolton e não vi jogar o Getafe. Diouf no ataque, Ivan Campo no meio campo e Jaaskelainen na baliza são talvez os mais representativos jogadores dos Wanderers. Pelo que me informei, jogam um 4-4-2 e demonstraram grande capacidade a defender na eliminatória com o Atlético de Madrid. Em termos atacantes perderam em Janeiro, para o Chelsea, o seu melhor avançado, Nicolas Anelka.

Já o Getafe, penso que também joga em 4-4-2 e o que sei é que andam pela metade da tabela em Espanha e que têm como treinador um dos maiores números 10 dos últimos 15 anos: Michael Laudrup. De referir também, e em jeito de última novidade, que foram ganhar esta noite ao campo do líder Real Madrid por 1-0.

Em relação ao Porto, também vi o seu jogo contra o Shalke 04. A equipa teve a infelicidade de sofrer um golo precocemente e esteve um pouco desequilibrada, sobretudo na primeira parte, no que toca à gestão da posse de bola a meio-campo e no controlo das posições ofensivas dos alemães.

A segunda parte foi bem melhor. O Porto, fruto de uma qualidade individual grande e de um acerto em relação à sua forma de jogar, com firmeza a meio-campo e jogadas desiquilibrantes nas alas, veio a sobrepor-se ao Shalke, não marcando nessa fase por infelicidade.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Egipto Vence Taça das Nações Africanas em 2008

E aí temos, o novo campeão de África de selecções: o Egipto! Pela 6º vez na história da competição, os norte-africanos voltam a sagrar-se os reis de África.

Na final, o Egipto, defrontou a equipa dos Leões Indomáveis, os Camarões. Com uma extraordinária força mental e atitude solidária em campo, os leões dificultaram a vida à equipa egípcia. Vi a final e não foi um mau jogo. O Egipto, com um tipo de jogo rápido e com bolas rente ao chão, jogaram algo expectantes, acelerando, e despoletando com isso situações de perigo. A equipa de Samuel Eto’o (melhor marcador da competição com 5 golos) foi fiel a si própria, aguerrida e perigosa nas transições defesa-ataque, foi no entanto a que criou menos perigo em campo, assim como menos futebol de ataque. O Egipto, com um golo aproveitado com um erro defensivo, acabou por se tornar um bom vencedor.

Em relação à semi-final, que por acaso não vi, resultou numa boa vitória da equipa da casa, o Gana, por 4-2. Realço também a força e qualidade de alguns momentos destas duas equipas semi-finalistas, o Gana e a Costa do Marfim, esta última com o melhor ataque da prova (16 golos).

Quero também deixar aqui o feito única dos angolanos, que chegaram pela primeira vez aos quartos de final da competição. Vi os seus jogos e gostei da técnica e força colectiva apresentada, pena é que tivessem apanhado logo o Egipto na primeira fase a eliminar. Destaco também a nova estrela de Angola, Manucho. Gostei também de outros jogadores, como Gilberto, com um bom pé esquerdo e Zé Kalanga, que tem velocidade e bom cruzamento.

Parabéns aos vencedores, parabéns ao novo futebol emergente africano e aos coloridos adeptos de África!

Deixo-vos com a lista dos vencedores de todas as edições da Taça:

1957 - Egipto
1959 - Egipto
1962 - Etiópia
1963 - Ghana
1965 - Ghana
1968 - Congo Kinshasa (actual RD Congo)
1970 - Sudão
1974 - Zaire (actual RD Congo)
1976 - Marrocos
1978 - Ghana
1980 - Nigéria
1982 - Ghana
1984 - Camarões
1986 - Egipto
1988 - Camarões
1990 - Argélia
1992 - Costa do Marfim
1994 - Nigéria
1996 - África do Sul
1998 - Egipto
2000 - Camarões
2002 – Camarões
2004 – Tunísia
2006 – Egipto
2008 - Egipto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Arsenal - A Juventude Crescida

Há já algum tempo que queria expressar aqui a minha admiração pelo actual momento do Arsenal de Inglaterra.

O nosso Cristiano Ronaldo continua de uma forma fantástica a exibir um futebol fabuloso e a marcar golos como se fosse um daqueles avançados centro que o Manchester compra para materializar as brilhantes jogadas colectivas. Ronaldo cria, oferece e…marca! Simplesmente brilhante.

Mas também a dar espectáculo em Inglaterra anda o Arsenal de Arsene Wenger. Depois de 3 épocas em que as rédeas da liderança da Premier league foram “entregues” ao Chelsea e Manchester United, os gunners voltam este ano não só com a frescura mental e vigor físico da juventude mas também com o amadurecimento e sensatez do estado adulto.

É realmente uma garantia de emoção e de entretenimento ver este Arsenal jogar. Com um sistema de 4-4-2, este quase se torna num 4-2-4 quando os médios alas soltam a sua velocidade e criatividade. De um lado Rosicky ou Diaby e do outro Hleb ou Eboué. Esta característica do sistema de Wenger torna o desenho de equipa em campo bastante atractivo para quem vê e funcional para quem quer criar oportunidades de golo.

Mas não é só deste aspecto que vive a equipa. Com uma defesa com músculo africano e francês (Touré, Eboué, Gallas, Sagna) a estrutura ganha força logo no primeiro sector do campo. Depois temos os pêndulos em campo. Fabregas e Flamini, por exemplo jogam os dois no meio, dançando e procurando os espaços para lançar a bola, correndo sempre em busca de controlarem as suas zonas, com ou sem bola.

Por fim, o ataque. O togolês Adebayor está on fire à semelhança do nosso Cristiano. A seu lado vão alternando a descoberta Eduardo, a esperança Brendter e o talentoso Van Persie.

Enfim, esta equipa enche-me realmente as medidas. A juventude, a força e a técnica estão agora mais maduras e ameaçam seriamente este ano a super-equipa do Manchester United.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Como Eu Estou a Ver a Taça das Nações Africanas

A Taça das Nações Africanas é uma competição que surge de 2 em 2 anos no mês de Janeiro. Enquanto os campeonatos europeus têm normalmente a sua actividade repartida entre taças nacionais e campeonatos nacionais, em África joga-se o equivalente ao nosso Campeonato Europeu de Fútebol.

Gosto de seguir este evento africano. Por algumas razões: pela componente competitiva entre paises relativamente novos, pela curiosidade de ver outros jogadores e formas de jogar. Sou ajudado, e muito, pelo espectacular acompanhamento do canal europeu de desporto, a Eurosport. O campeonato é acompanhado com transmissões de todos os jogos, com bons comentadores portugueses e a promoção realizada por eles dá ainda mais espirito e espectacularidade à prova.

Falando das quatro linhas em concreto, posso dizer que tenho vindo a ver alguns dos jogos com atenção. Vi as equipas com mais jogadores reconhecidos, como são os casos da Costa do Marfim (Drogba, Kalou,...), Camarões (Eto'o, Geremi e o nosso conhecido Bynia), Nigéria (Martins, Kanu,...) e Marrocos (Tarik, Hadji...). De todas elas, juntamente com Mali, com Kanouté, Egipto e outras, posso dizer que realmente o facto de os jogadores actuarem na Europa lhes tráz um sentido de táctica e posicionamento que ajuda a tornar os jogos mais interessantes para quem os vê. Porque a irreverência, a vontade, a velocidade, força fisica e espontaniedade dos africanos é natural.
Quero também falar de Angola. Uma selecção que por motivos históricos nos está ligada. Muitos dos seus jogadores são de equipas portuguesas, algumas delas da 2ª Liga. Destaco Manucho, que há pouco tempo assinou pelo Manchester United, um jogador que me parece com uma condição fisica muito boa, ágil, com jogo de cabeça. Destaco ainda Flávio, que joga no Al-Ahli de Manuel José, com técnica e muito boa movimentação na frente. Temos ainda por exemplo Zé Kalanga do Boavista, muito rápido e bom cruzador de bolas.

Bynia, do Benfica e dos Camarões, jogou no meio-campo no jogo de estreia (derrota de 2-4 com Egipto). Rodou bem a bola mas pareceu-me, como aliás toda a equipa, pouco audaz nos passes para a frente. Em relação a Tarik, do Porto, vi-o no primeiro jogo e esteve muito bem, com vontade e criatividade ainda teve oportunidade de marcar um golo de penalidade e de assistir em outro (vitória de 5-1). Marc Zoro do Benfica, não o vi jogar mas também penso que ainda não entrou em nenhum dos 2 jogos.

De destacar também um jogador que descobri quando estava a ver o Benin-Costa do Marfim (1-4). Trata-se de Tchomogo e joga no Portimonense da segunda liga portuguesa. Pelos vistos é um jogador muito querido na claque do Benin. Actua como nº10 e é o marcador de livres da equipa.
Gostava ainda de destacar que o Egipto, que eu não conheço bem, é uma das quipas fortes desta prova e muito provavelmente uma das grandes candidatas à vitória final. Assim como os antigos vencedores da CAN, o Gana de Essien, que este ano tem o factor casa que pode ser decisivo. Para já, o Egipto ganhou 4-2 aos Camarões e 3-0 ao Sudão e o Gana, também com duas vitórias, venceu a Guiné por 2-1 e a Namibia por 1-0. Ver classificação actual da prova aqui: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=1801&fase=13403&grupo=783

Por último as claques fantásticas das selecções africanas. É vê-las a dançar, a cantar, a tocar num ritmo empolgante e produzindo coreografias coloridas e tropicais que sem dúvida são um dos grandes atractivos desta CAN.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A Táctica e a Posse de Bola: O Exemplo do Chelsea

Foi com enorme surpresa que em Setembro passado, praticamente no inicio da época, recebi a noticia do abandono de José Mourinho do comando técnico do Chelsea.

Todos nós conhecemos José Mourinho, um treinador carismático e que trouxe para a ribalta do futebol o rigor metodológico aplicados ao treino técnico-táctico e à gestão de um grupo de ser humanos. Admiro e sempre segui a carreira do português, apesar de nos últimos anos eu não ter gostado das suas equipas a jogar. Simplesmente não era fútebol bonito de se ver.

Com movimentos e posicionamento bastante bem treinados, o Chelsea (e o Porto que ganhou a Liga dos Campeões) assentava, com bastante frequência, num desenho táctico de 4-1-2-1-2. O famoso losango tinha os seus vértices num médio defensivo (Makelélé), em dois médios interiores que apoiariam em jogadas ofensivas provenientes da alas (Essien, Lampard, Obi Mikel, Ballack,Tiago...) e por fim um jogador mais próximo dos avançados (Lampard, Joe Cole...). O conceito de proximidade era chave neste sistema. No fundo este losango, através da criação de linhas de passe curtas e que envolvam poucos riscos, mantinha a posse de bola a atacar, inviabilizando o jogo da outra equipa, e em situação de defesa colocava uma muralha no meio-campo.

Penso que não é só o sistema que define o tipo de jogo de uma equipa. As características dos jogadores ditam o sucesso ou não de uma táctica. Neste caso os jogadores foram muito bem orientados a interpretar este tipo de jogo. Na minha opinião faltavam executantes de mais recorte técnico e com mais criatividade para o jogo ser mais bonito e imprevisível.

Actualmente a equipa mudou. De um meio campo junto e unido passaram para uma linha de 4 jogadores na qual os médios interiores são agora médios esquerdo e médio direito. Esta forma de jogar exige mais precisão e qualidade nos passes médio-longos porque se a bola se perder as consequências para a equipa podem ser piores. Por outro lado, gosto de ver assim mais a equipa jogar porque sou um adepto do futebol jogado no máximo de campo disponível possível. Jogadores como Wright-Philips ou Joe Cole são agora mais preponderantes também em cada uma das faixas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Novo Reforço do Ataque Leonino


Chama-se Rodrigo Bonifácio da Rocha, Tiuí é a alcunha por que é conhecido o primeiro reforço de Inverno do Sporting. Tiuí, de 22 anos, está livre de contrato, depois de ter rescindido com o Fluminense, antecipando em alguns dias o final do contrato que terminava no final de Janeiro.
Nascido a 4 de Dezembro de 1985 em Taboão da Serra, Rodrigo Tiuí formou-se no Fluminense e foi considerado uma das promessas das escolas do clube carioca. Jogou no Fluminense em 2004 e 2005 e depois foi emprestado ao Noroeste. Pelas suas exibições no clube paulista despertou a atenção do Santos, para onde se transferiu, ainda em 2006 e também por empréstimo do Flu. Esteve para assinar em definitivo pelo Santos, mas não chegou a acordo e acabou por regressar à base. Foi com a camisola do Fluminense que jogou o campeonato brasileiro em 2007, tendo jogado em 19 partidas e marcado 3 golos. Os registos dão conta de que Tiuí mede 1,77m e pesa 64kg. Pouco mais ou menos que Liedson, o seu futuro companheiro de ataque em Alvalade.
O que pode valer este reforço? Será que poderá ser um bom parceiro para Liedson? Os vídeos deixam boas indicações, mas isso não quer dizer nada. Será que se vai conseguir adaptar depressa ao futebol europeu?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Os Pêndulos em Campo

Quando penso em inteligência aliada à estética em campo penso em vários jogadores que hoje ocupam uma das posições mais importantes do fútebol moderno: o médio-centro, ou posição 6.

A importância desta função no campo é tal que as equipas que não contam para a interpretar no campo, com um actor à altura, raramente conseguem uma consistência de jogo e os desejáveis bons resultados.

Vejam-se os casos dos três grandes. O Porto tem 3 jogadores no meio-campo: Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho. O primeiro cumpre essencialmente um papel de recuperador e de passador de bolas a curto espaço. Raúl Meireles já dá uma profundidade ao jogo do Porto mas conta com a ajuda nas costas de Assunção. Quanto a Lucho González, não só trabalha como carrega a batuta no meio campo.

O Benfica conta normalmente com 1 de 2 homens força, Bynia ou Petit, com um condutor de jogo, Katsoranis e com Rui Costa, o homem que define jogadas, que conduz a orquestra. Neste sentido é um jogador de posição 6 embora não tenha a capacidade de cobertura de um Fabregas ou Moutinho.

Já o Sporting tem um homem na batuta, Miguel Veloso. Por não ser rápido a mover-se, deveria definir jogadas mais cedo do que tem vindo a fazê-lo. Já Moutinho é um médio total. Cobre e defende bem, passa melhor e cria lançes de perigo real. Na frente do meio-campo está Romagnoli. Tem a impresivisibilidade nos pés mas nem sempre consegue influenciar a equipa na medida em que a posição 10 exige, tendo em conta a saúde do onze em campo.




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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Futebol Holandês e Argentino - Retrospectiva dos Últimos Anos (2ª e última parte)

Lembram-se do Europeu de 2000 em que a selecção portuguesa perdeu com a França na semi-final com um penalty de Zidane? Pois é, na outra semi-final a Holanda também perderia com a Itália nos penaltys.

A equipa, a jogar em casa, tinha como treinador Frank Rijkaard e legitimamente tinha como objectivos a conquista da competição. Os holandeses jogavam com a qualidade individual dos jogadores mas não com a envolvência e dinâmica tipicas do fútebol holandês. Na altura Davids, Seedorf, Frank de Boer, Kluivert eram obviamente provas de qualidade individual. Mas isso não chegou.

No ano de 2002 a Holanda não se qualificou para a fase final do mundial da Coreia-Japão. O fútebol modesto praticado no Euro 2000 não iria comparecer no campeonato do oriente. Entretanto surgiu nessa competição uma selecção de fútebol espectáculo mas que se revelou incapaz de alcançar resultados: A Argentina de Bielsa.

Lembro-me muito bem de olhar para o desenho táctico de Bielsa e de entrar em euforia: a Argentina jogava com 3 defesas, um no meio e dois de cada lado bem disperssos, três centrocampistas a trabalhar e a criar no meio e por fim um quarteto sem complexos nenhuns de atacar: 2 extremos e dois avançados no meio! A selecção acabaria por ficar em terceiro no grupo, atrás de Suécia e Inglaterra, mas aquela forma descomplexada e ampla de jogar ficaria na minha memória.

Em 2004, no nosso país, foi a vez da Holanda. Mas neste caso, de voltar a jogar bem, em 4-3-3 e onde se iria revelar um tecnicista fantasista que iria dar de falar: Arjen Robben. A equipa era treinada por Dick Advocaat e jogava, não sempre, um fútebol digno da escola Holandesa. Apesar de tudo iriam acabar por cair às mãos de Portugal e a sua vibrante selecção, nas semi-finais da competição.

Chegamos a 2006 na Alemanha. As selecções da Argentina e da Holanda estão em grande forma. Os alvi-celestes são treinados por Pekerman, um treinador conhecido pelo seu trabalho nas camadas jovens argentinas. A equipa tinha em Riquelme o grande impulsiondaor de jogo. Jogavam ainda num jogo apoiado com Cambiasso, Mascherano e até o nosso conhecido Lucho González, Na frente Tevez e Messi eram dos que impunham mais respeito. Quem não se lembra da maravilhosa exibição contra a Sérvia-Montenegro em que ganahram por 6-0 com um golo de Cambiasso precedido de 20 e alguns toques na bola? A equipa acabou por ser eliminado no entanto pela selecção da casa, a Alemanha, e em penaltys.

Quanto à Holanda, o destino acabaria por voltar a cruzá-la com a nossa selecção portuguesa. Comandados por Van Basten voltaram a jogar o fútebol total. Gio van Bronckhorst, Sneijder, van der Vaart, van Persie ou Robben foram todos preponderantes no fútebol cararteristico holandês. Iriam caír mais uma vez com Portugal nos oitavos de final mas onde o que contou foi a vontade e paixão dos portugueses porque em termos de qualidade de fútebol, a Holanda foi bem superior.

A Argentina viria em 2007 a participar na Copa América na Venezuela. Fez jogos de golos e espectáculo mas iria perder para o maior pragmatismo brasileiro na final. Heinze, Cambiasso, Tevez e Messi foram estrelas.

A Holanda continua com Van Basten ao comando e joga no próximo ano o Euro 2008. Com juventude de qualidade espera-se um bom campeonato para a Holanda. E o melhor de tudo é que está quase a chegar esse momento de vermos a competição em acção.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Paços de Ferreira: Um "Pequeno" Diferente

Hoje resolvi falar sobre um pouco do nosso futebol. Mais especificamente sobre uma das equipas com menos mediatismo do nosso campeonato, o Paços de Ferreira.

Confesso que a maior parte dos jogos que vejo e em que participam equipas com menos expressão, é quando estas defrontam os grandes. No entanto já espreitei algumas das transmissões da Sport TV que incluíam equipas do meio e fundo da tabela classificativa portuguesa.

Há bem pouco tempo, por exemplo, visualizei uma parte do Belenenses contra o Estrela da Amadora no Restelo. Vi um jogo atabalhoado, com fracos passes, cortes e remates. Às vezes chega a ser estranho ver tão fraco espectáculo, técnico e táctico, se comparado com outros campeonatos europeus, nomeadamente o inglês, o espanhol e o italiano.

Gostava no entanto de fazer aqui um elogio a uma equipa que há já vários anos mantém uma coerência ao nível do bom futebol jogado. Essa equipa é o Paços de Ferreira de José Mota.

Repare o(a) senhor(a) leitor(a) que esta equipa de amarelo tem-se mantido na nossa primeira liga enquanto outros, muito mais ricos, têm andado na corda bamba das divisões. O ano passado chegou, inclusivamente, ao merecido prémio das competições europeias, onde se bateu com classe e dignidade com uma equipa que esteve quase a ser campeã holandesa, o AZ Alkmaar.


O Paços de ferreira joga partindo do principio de que o jogo futebol é acima de tudo para ser bem interpretado. O seu treinador faz questão de que as suas peças no campo se mantenham fiéis a um espectáculo que qualquer amante do bom futebol gosta de apreciar: jogadores que passam e recebem bem, futebol apoiado, tabelas e envolvimento atacante.

E não esqueçamos quantas vezes o Paços tem batido o pé aos grandes nos últimos anos, se não em resultados, muitas vezes em qualidade de jogo. E eu que sou do Sporting, sei que isto tem sido verdade…

E tudo isto com jogadores que no principio das várias épocas mal se conhecem…

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A Táctica e os Jogadores: Inglaterra e Itália

Tenho visto vários jogos. Vi selecções, campeonato de Itália, Inglaterra e Portugal. Com diferenças e caracteristicas diferentes, de todos os jogos de vi, dediquei-me a três grandes factores: a cultura futebolistica de um país, as tácticas utilizadas e por fim os grandes protagonistas, os jogadores.

O que eu chamo cultura futebolistica é o modo como o jogo e o próprio espectáculo é encarado. Por exemplo: Em Inglaterra o jogo é velocidade e paixão, dureza mas fair-play. O campeonato rege-se por uma envolvente organizativa muito clara em que os jogos, os horários, as conferências de imprenssa, enfim, as regras, são explicitas e cumpridas.

Em relação às tácticas o que se utiliza mais neste campeonato é o clássico 4-4-2 clássico, com algumas excepções, como é o caso do Manchester United, que joga várias vezes com 5 médios, divididos entre organizadores (Andersson, Carrick, Hargreaves) e médios-avançados (Ronaldo, Giggs, Rooney, Nani).

Os jogadores em Inglaterra estão preparados para jogar no tal 4-4-2 clássico mas é aqui que, por exemplo, os jogadores do United proporcionam a diferença. Eles permitem que a táctica clássica se transforme numa rede de mudanças de posição e velocidade, assim como incursões dos extremos para o meio ou outras movimentações.

Apesar das contratações do Manchester terem este tipo de jogo já idealizado, este caso prova que os sistemas dependem, e muito, das caracteristicas dos seus jogadores.


Já em relação a Itália, o que vejo em termos de cultura futebolistica é um jogo elegante, pausado, organizado mas um pouco lento. Em relação à organização da Liga, não conheço muito, mas acho que as noticias que nos vão chegando são testemunhas de alguma onda negativa, desde as greves, as guerras, enfim, as polémicas...

Tacticamente, penso que em Itália são usuais o 4-4-2 ou um sitema de 3 centrais, como o 3-5-2. Os jogadores não fazem da velocidade a sua principal arma, a bola corre por eles, que estão organizados e dispostos numa determinada táctica.

Os futebolistas estão assim preparados para jogar desta forma em Itália. Por isso, artistas como Pirlo, Rui Costa, Maldini, Cannavaro, Totti são exímios no posicionamento, em jogar de cabeça levantada e passe no pé.

sábado, 24 de novembro de 2007

Uma Noite Gira

Meus amigos, foi com enorme satisfação que no passado dia 22, Quinta-Feira, estive com alguns dos meus bons amigos a assistir à apresentação do livro de José Nunes, "Linha Avançada".

Este é o nome do programa de rádio deste troçista e divertido comunicador. Também relata e comenta alguns jogos de fútebol na SportTV.


Aceitei o convite do Mário Lucas e juntamente com o Rui Tavares e o Sérgio Madeira fomos até ao café Hattrick, que fica em Lisboa oriental, perto do Braço de Prata, afim de participar neste evento. O local tem um espaço amplo, decorado com fotografias e referências ao fútebol e tem três enormes ecrãs para ver jogos (que delicia :))


Dentro deste café (onde um dia destes temos que assistir a uma transmissão futebolistica que lá haja, não é malta?), demos de cara com o protagosnista da noite, o qual cumprimentámos e congratulámos pela sua obra. Mais tarde teríamos a oportunidade simpática de tirar uma foto com o autor.


Na festa entraram também personagens famosas da nossa praça pública, da área do fútebol, da rádio e da música. Lá encontrámos o Rui Águas, António Simões, Carlos Manuel, António Macedo, Fernando Alvim, Pedro Ribeiro, Cláudia Macedo, Nuno Calado, José Mariño, Da Weasel, Sónia Tavares dos The Gift e outros.

Estava lá também Nuno Gomes, sim, esse jogador do Benfica e da Selecção e que nos marcou aquele golo decisivo contra a Inglaterra no Euro 2000, lembram-se?


Mas com o Nuno Gomes houve uma situação engraçada. Estava ele na fase final da sua sessão de autógrafos e fotografias quando eu o abordo e lhe pergunto se não se importa de tirar uma foto para a prosperidade. Nuno olha para mim e para a minha máquina e toma-me como um jornalista demonstrando claramente o seu descontentamento por tanto assédio mediático. Depois de lhe explicar a finalidade da nossa fotografia dispôs-se logo a colaborar e simpaticamente tirou a foto de amigos que tanto queriamos. Ficámos com o momento captado e com uma história algo caricata e divertida.


Enfim, foi uma noite bem passada, onde soube bem estar entre amigos e conhecer pessoas que normalmente vemos ou víamos nos relvados, que ouvimos na rádio ou vemos na televisão.

Por fim saímos do local, satisfeitos à procura de jantar, não sem antes conhecermos pessoalmente Fernando Alvim e partilhado com ele algumas risos bem hilariantes.

domingo, 18 de novembro de 2007

O Novo Real Madrid


Já havia seguido no periodo de defeso as mudanças que se deram no mundo do Real Madrid. À excepção da época em que Figo e outros galácticos se juntaram ao clube, sempre me senti mais fascinado pelo mundo Barcelona. Mas o Barça fica para outra ocasião.


Há poucas semanas estava a ver os resumos da Champions League e fiquei muito contente com o que estava a ver. Um Real Madrid a jogar à verdadeiro latino, um estilo pausado, muito técnico, e com desmarcações e passes constantes que transmitem sempre grande beleza visual.


O jogo em causa foi contra o Olympiakos e, apesar da vitória por 4-2 dos madrilenos, o jogo esteve incerto em termos de resultado até bem perto do fim. À semelhança do último jogo da Liga, com um resultado de 4-3 com o Maiorca, os jogos dos blancos têm contido muitos golos numa e outra baliza.


Isto acontece porque a equipa já não é mais um grupo de jogadores que jogam só para o resultado e que sentiam algumas dificuldades em dar às vezes a volta por cima aos jogos.


Hoje em dia, os jogadores mais vibrantes e dos mais perfeitos a interpretar o jogo actractivo e que impressiona, voltaram ou ganharam nova vida no Barnabéu.


O onze titular da equipa é composto essencialmente com espanhóis, italianos, brasileiros, holandeses e argentinos. Que melhor combinação? (talvez com portugueses... ;) ). A experiência e elegância de Cannavaro e Heinze são combinam perfeitamente com um meio campo verdadeiramente composto por arquitectos de regra e esquadro como são Guti e Gago. No lado esquerdo e direito é frequente aparecerem Sneijder e Robinho que são rápidos e atrevidos o suficiente para nos mantermos visualmente colados a eles. No ataque temos Van Nistelrooy e Raúl. Ambos veteranos mas nem por isso menos desembaraçados e precisos quando toca a colocar a bola no fundo da baliza.
E ainda temos Pepe, Drenthe ou Robben...